No ano passado, a banda californiana W.A.S.P. comemorou os 25 anos de lançamento do primeiro disco com Babylon, um trabalho que passou despercebido.
Lançado no dia 12 de outubro pela Demolition Records, o 14ª álbum de estúdio do projeto solo de Blackie Lawless (vocal e guitarra) traz sete músicas inéditas e duas ótimas versões para Burn, do Purple e Promised Land, de Chuck Berry.
Blackie Lawless, criador de clássicos como Hold On to My Heart e Animal (Fuck Like a Beast), fala sobre os quatro cavaleiros do apocalipse em Babylon, e mostra que melhora com o passar do tempo. Aos 53 anos, sua voz está melhor do que nunca.
Os destaques do disco são a galopante Babylon's Burning (clipe), a lenta Into the Fire, e Crazy, melhor música de Babylon. As performances individuais precisas de Doug Blair (guitarra), Mike Duda (baixo) e Mike Dupke (bateria) enriqueceram o novo trabalho.
Apesar de não ter o reconhecimento merecido através dos anos, Blackie Lawless continua gravando e excursionando por aí. O W.A.S.P. é uma das grandes bandas do hard rock/heavy metal. Babylon é a prova disso.
Ouça Crazy, música que abre o último disco.
Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010
Domingo, Janeiro 31, 2010
Uma noite para relembrar
A primeira vez que ouvi heavy metal deve fazer uns 12 anos, quando vi o clipe da música The Unforgiven na casa de um amigo.
Ter descoberto o Metallica foi como um choque e, desde então, sempre sonhei em poder assistir um show de James Hetfield (vocal e guitarra), Lars Ulrich (bateria) e Kirk Hammett (guitarra solo).
Acompanhados desde 2003 pelo baixista Robert Trujillo (ex-Suicidal Tendencies e Ozzy), o grupo se apresentou na última quinta-feira (dia 28) em Porto Alegre comigo na plateia. Os caras estavam de brincadeira. Clássico atrás de clássico, eu não acreditava no que via. Foi sensacional.
Apesar de todo o cansaço da viagem, do péssimo lugar onde fomos colocados, valeu muito a pena. Já assisti dois shows do Megadeth (2005 e 2008), mas esse foi o melhor da minha vida, sem dúvidas. Saiba mais aqui.
Ter descoberto o Metallica foi como um choque e, desde então, sempre sonhei em poder assistir um show de James Hetfield (vocal e guitarra), Lars Ulrich (bateria) e Kirk Hammett (guitarra solo).
Acompanhados desde 2003 pelo baixista Robert Trujillo (ex-Suicidal Tendencies e Ozzy), o grupo se apresentou na última quinta-feira (dia 28) em Porto Alegre comigo na plateia. Os caras estavam de brincadeira. Clássico atrás de clássico, eu não acreditava no que via. Foi sensacional.
Apesar de todo o cansaço da viagem, do péssimo lugar onde fomos colocados, valeu muito a pena. Já assisti dois shows do Megadeth (2005 e 2008), mas esse foi o melhor da minha vida, sem dúvidas. Saiba mais aqui.
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Segunda-feira, Janeiro 25, 2010
Melhor disco de 2010
The Never Ending Way of ORwarriOR, novo disco da banda israelense Orphaned Land, lançado hoje na Europa pela Century Media Records, é um dos trabalhos mais aguardados nos últimos tempos.Após gravar a obra-prima conceitual Mabool - The Story of the Three Sons of Seven (2004), aclamada nos quatro cantos do mundo, o grupo conviveu com a pressão de superar a qualidade alcançada em Mabool.
O produtor britânico Steven Wilson, que ajudou a lapidar o Opeth, teve a missão de levar o Orphaned Land a novos ares. E conseguiu. O som do sexteto formado por Kobi Farhi (vocal), Yossi Sassi (guitarra, piano e cordas), Matti Svatitzki (guitarra), Uri Zelcha (baixo), Matan Shmuely (bateria) e Shlomit Levi (vocal) está ainda mais progressivo.
Poucas bandas podem se orgulhar de ter criado um estilo. Ouvir The Never Ending Way of the ORwarriOR é uma experiência indescritível, tão única como a que tive há seis anos.A música do grupo é uma mistura de subgêneros do heavy metal como death, doom, folk e progressivo, com elementos orientais, tudo encaixado de uma forma incrivelmente coesa. Ponto para Steven Wilson e sua excelente produção.
Se o novo disco é melhor do que o Mabool, ainda é cedo para dizer. Sei que ainda estamos em janeiro, mas duvido que alguém lance um trabalho superior ao do Orphaned Land em 2010. Que não demorem mais seis anos para gravar outro!
Ouça Treading Through Darkness, faixa quatro do novo álbum.
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Quinta-feira, Janeiro 21, 2010
Sweden rocks!
O que os países escandinavos (Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia e Islândia) têm para surgirem tantas bandas e artistas bons por aqueles lados?Depois dos Estados Unidos e da Inglaterra, os nórdicos são os responsáveis por nos darem os melhores grupos de rock e heavy metal.
Vamos pegar o exemplo da Suécia. Como explicar que um país de população 20 vezes menor que a do Brasil tenha pelo menos 100 bandas de bom nível? Se por aqui nós temos Nx Zero, lá eles têm In Flames, Opeth e muitos outros.
A banda que ilustra o post de hoje é o Spiritual Beggars, um dos grandes nomes do Stoner Rock, estilo que mescla o peso do heavy metal com a psicodelia do rock setentista.O genial guitarrista Michael Amott (Carcass e Arch Enemy), nascido em Londres, mas criado em Halmstad, Suécia, formou o grupo no início dos anos 90. O quinteto, atualmente trabalhando em novas músicas, lançou seis discos, sendo o último, Demons, em 2005.
Amott é acompanhado pelo ótimo vocalista Janne "JB" Christoffersson (entrou em 2001), o baixista dinamarquês Sharlee D'Angelo (ex-King Diamond e Mercyful Fate), o tecladista Per Wiberg (Opeth) e o baterista Ludwig Witt.
Se você gosta daquele rock and roll sujo, pesado, com vocais incríveis, melodias cativantes, riffs poderosos e solos cheio de feeling, não pode deixar de ouvir o maravilhoso Spiritual Beggars, o supergrupo do rock sueco.
Ouça Dying Every Day, do Demons, de 2005.
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Segunda-feira, Janeiro 11, 2010
O pai do hip-hop
Medimos a importância dos artistas por uma infinidade de critérios, sendo os mais usados o total de vendas e a influência exercida em outros grupos.No caso do cantor e poeta norte-americano Gil Scott-Heron, um dos grandes nomes da música negra em todos os tempos, sua obra tem papel fundamental para o surgimento do hip-hop.
O artista não conseguiu fama nem dinheiro com seus discos, mas a fusão do jazz com o funk e a soul music influenciou as gerações seguintes. O marco de sua trajetória é Pieces of a Man, que traz a clássica The Revolution Will Not Be Televised (veja), considerada uma das primeiras canções do hip-hop.
O que os Stooges e o MC5 são para o punk rock, Gil Scott-Heron é para o hip-hop. O pai de um gênero que ainda não existia. Com uma consciência política e crítica social tão feroz quanto um disco do Public Enemy, o cantor captura com perfeição a ira dos oprimidos na América. Qualquer fã de hip-hop que se preze deveria ouvir isso para entender de onde o estilo veio.
Ouça Home Is Where the Hatred Is, de 1971.
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Terça-feira, Janeiro 05, 2010
Em busca do tempo perdido
Nunca entendi o motivo de o Heathen não ter o mesmo prestígio do Exodus e do Anthrax, por exemplo, apesar de ser tão bom quanto as duas bandas citadas.O grupo californiano ficou pelo caminho em 1992, após lançar os clássicos do thrash metal Breaking the Silence e Victims of Deception, que adicionaram melodia ao peso habitual do estilo.
Há alguns anos ensaiaram uma volta com o disco de regravações e covers Recovered e, em 2005, gravaram uma demo com três músicas que estariam no próximo trabalho da banda. Foi o bastante para deixar os fãs do Heathen desesperados pelo novo álbum.
Demorou quase cinco anos, mas David White (vocal) e Lee Altus (guitarra), ambos da formação original, enfim conseguiram concretizar o tão aguardado retorno. The Evolution of Chaos será lançado no dia 25 de janeiro, pela Mascot Records. Completam o quinteto Kragen Lum (guitarra), Jon Torres (baixo) e Darren Minter (bateria).
Sinceramente, não tenho palavras para descrever o quanto esse disco é fantástico. São tantos riffs e solos incríveis que eu perdi mais tempo escolhendo a música do que escrevendo. O segundo escalão do thrash metal é pouco para o Heathen, que arregaçou com o monumental The Evolution of Chaos.
Ouça a faixa de abertura Dying Season.
Segunda-feira, Janeiro 04, 2010
Quem nunca errou?
Chris Cornell anunciou no dia 31 de dezembro, via Twitter, a volta do Soundgarden, após 12 anos de separação. Alguém tinha dúvida de que, cedo ou tarde, isso aconteceria?Após o fim do ótimo Audioslave, em 2007, a carreira do vocalista só decaiu. O fraco Carry On, segundo disco solo, lançado no mesmo ano, pouco lembra o artista que gravou Euphoria Morning (1999), seu auge criativo.
Mas foi no ano passado que Chris Cornell tratou de manchar a sua trajetória de sucesso com o ridículo Scream. Mesmo que o Soundgarden volte com tudo e solte um trabalho de qualidade como o Alice In Chains, será difícil esquecer a pisada na bola que o cara deu.
Apesar disso, ele merece uma segunda chance. Tenho certeza de que, ao lado de Kim Thayil (guitarra), Ben Shepherd (baixo) e Matt Cameron (bateria), Chris Cornell não decepcionará, pois sua voz continua das melhores. Que venha o novo álbum.
Ouça Outshined, do disco Badmotorfinger, de 1991.
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Sábado, Janeiro 02, 2010
O som do verão
A banda, formada em 2005, atualmente conta com Luciano Costa (voz e violão), Felipe Machado (guitarra e vocal), Andrey Silva (baixo), Guilherme Ledu (bateria) e Igor de Patta (teclados). Os rapazes fizeram uma ótima apresentação, que deixou felizes os que foram assisti-los.
O repertório da Morning Sun é baseado nas canções de três grandes artistas da atualidade: Jack Johnson, Ben Harper e Donavon Frankenreiter. O talento e a boa energia dos músicos ao vivo deixam os hits da surf music ainda mais agradáveis de se ouvir. Perfeito para uma noite de verão.
Morning Sun manda ver um Stevie Wonder
Veja mais
All Along the Watchtower
Move by Yourself
Fotos
Quinta-feira, Dezembro 31, 2009
Melhores de 2009
Desde 2007 escrevo neste humilde blog comentários sobre os meus discos preferidos do ano que passou e aqui estou novamente. Estive sem computador uns dias e fiquei sem postar, mas voltei em tempo para desejar aos poucos leitores que me acompanham um feliz ano novo. Chega de enrolação e vamos aos cinco melhores álbuns lançados em 2009:
Alice In Chains - Black Gives Way to Blue
A volta do Alice In Chains é a grande surpresa desse ano. Lançar um disco após 14 anos, ainda mais sem a voz marcante de Layne Staley, foi uma atitude corajosa de Jerry Cantrell e cia. Um disco pesado e sombrio, com ótimas músicas e belos vocais, com destaque para William DuVall, que deu conta do recado.
Mastodon - Crack the Skye
Eu já conhecia o Mastodon, mas nunca tinha levado a sério o quarteto formado em 1999, em Atlanta, Estados Unidos. Azar o meu, pois fiquei um tempão sem ouvir a banda mais original do heavy metal na atualidade. A criatividade desses caras é simplesmente absurda. Genial.
Chickenfoot - Chickenfoot
Tinha como dar errado? Juntar Sammy Hagar (vocal), Joe Satriani (guitarra), Michael Anthony (baixo) e Chad Smith (bateria) em uma mesma banda é garantia de sucesso. E foi o que aconteceu. O primeiro álbum do Chickenfoot é uma aula de rock and roll. A verdadeira definição de supergrupo.
Green Day - 21st Century Breakdown
Sou fã do Green Day desde os meus 12 anos e sempre curti aquele som descompromissado feito pelo trio capitaneado pelo Billie Joe Armstrong. Quando partiram para um lance mais sério e trabalhado não torci o nariz, pelo contrário. A banda evoluiu muito e 21st Century Breakdown é o melhor disco do Green Day.
Megadeth - Endgame
Desde a saída do guitarrista Marty Friedman, em 2000, o Megadeth procura um substituto à altura. Chris Broderick era a peça que faltava para o grupo voltar a ser um dos grandes nomes do thrash metal. A dupla monstruosa formada com o chefão Dave Mustaine recolocou o Megadeth de volta no topo do estilo.
Menção honrosa: Dave Matthews Band, Them Crooked Vultures, Slayer, The Mars Volta e Heaven & Hell.
E aí, quais são os seus favoritos de 2009?
Alice In Chains - Black Gives Way to BlueA volta do Alice In Chains é a grande surpresa desse ano. Lançar um disco após 14 anos, ainda mais sem a voz marcante de Layne Staley, foi uma atitude corajosa de Jerry Cantrell e cia. Um disco pesado e sombrio, com ótimas músicas e belos vocais, com destaque para William DuVall, que deu conta do recado.
Mastodon - Crack the SkyeEu já conhecia o Mastodon, mas nunca tinha levado a sério o quarteto formado em 1999, em Atlanta, Estados Unidos. Azar o meu, pois fiquei um tempão sem ouvir a banda mais original do heavy metal na atualidade. A criatividade desses caras é simplesmente absurda. Genial.
Chickenfoot - ChickenfootTinha como dar errado? Juntar Sammy Hagar (vocal), Joe Satriani (guitarra), Michael Anthony (baixo) e Chad Smith (bateria) em uma mesma banda é garantia de sucesso. E foi o que aconteceu. O primeiro álbum do Chickenfoot é uma aula de rock and roll. A verdadeira definição de supergrupo.
Green Day - 21st Century BreakdownSou fã do Green Day desde os meus 12 anos e sempre curti aquele som descompromissado feito pelo trio capitaneado pelo Billie Joe Armstrong. Quando partiram para um lance mais sério e trabalhado não torci o nariz, pelo contrário. A banda evoluiu muito e 21st Century Breakdown é o melhor disco do Green Day.
Megadeth - EndgameDesde a saída do guitarrista Marty Friedman, em 2000, o Megadeth procura um substituto à altura. Chris Broderick era a peça que faltava para o grupo voltar a ser um dos grandes nomes do thrash metal. A dupla monstruosa formada com o chefão Dave Mustaine recolocou o Megadeth de volta no topo do estilo.
Menção honrosa: Dave Matthews Band, Them Crooked Vultures, Slayer, The Mars Volta e Heaven & Hell.
E aí, quais são os seus favoritos de 2009?
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Terça-feira, Dezembro 08, 2009
A segunda chance do Creed
Confesso que senti uma certa nostalgia quando ouvi Full Circle, quarto disco do Creed, lançado no dia 27 de outubro pela Wind-up Records.Full Circle é o primeiro trabalho da banda em oito anos, desde o ótimo Weathered. Esse tempo afastado fez bem ao quarteto da Flórida, que aparece revigorado e busca recuperar o tempo perdido.
O novo disco, produzido por Howard Benson (Motörhead e Sepultura), é bastante equilibrado, tanto as baladas, mais trabalhadas, quanto as mais pesadas, são muito boas. O Creed nunca soou tão maduro.
Nesse tempo em que o grupo ficou inativo, Scott Stapp (vocal) lançou The Great Divide, em 2005. Mark Tremonti (guitarra), Brian Marshall (baixo) e Scott Phillips (bateria) formaram o Alter Bridge, com o vocalista Myles Kennedy.Se você já não gostava da banda, Full Circle não mudará a sua opinião. Também não será escolhido um dos melhores desse ano, mas o Creed merece uma segunda chance.
Veja o clipe de Overcome, primeiro single de Full Circle.
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